Ritual
Esta página é só uma prévia. Tudo aqui ainda vai mudar.
Por que um rito
Se fosse só música e cerveja, faltaria lugar para o encontro real. É isso que o rito dá, não crença. Quando juntamos pessoas, é para levar a experiência a algum lugar.
Vigília da Zeladora
Encontros marcados por datas simbólicas: fim da Semana Santa, Quarta de Cinzas, ciclo da lua, eventos do clima, dias de santos e de entidades de matriz africana, e as pautas de pertencimento ao território, à comunidade e ao amor.
Quem não conhece a Zeladora vai ter que procurar saber quem ela é.
Como acontece
- A vigília abre e fecha com o manifesto.
- Celular fica guardado em sacolinha lacrada, com a própria pessoa.
- Tudo é encenação. Ninguém incorpora de verdade, e ninguém precisa acreditar em nada.
- Paleta e roupas valem para quem participa do rito, não para quem só está na casa.
Entrar na casa
A casa fica aberta. Para receber o colar, é preciso querer entrar ou receber o chamado.
Com as entidades, o convite é se relacionar. Quem quiser pode encená-las, e qualquer pessoa pode entrar em qualquer uma.
Para a casa não virar seita
- Tudo é encenação, e a encenação é desmontada na frente de todo mundo.
- A Zeladora é papel, com limites escritos. Não se elege e pode passar a outra pessoa preparada.
- Quem questiona vira arlequim, e arlequins são necessários: por eles nem a Zeladora, nem a Madame, nem a Diva vão para o espaço.
- A Madame é porta de entrada, pelo carisma, mas não manda na casa.
Amor é a decisão de continuar vivo. Amor não é sobre sacrifício.
Casamento simbólico
Vale só dentro da Casa Muda, sem papel nem padre. Não exclui relações com mais de duas pessoas: preferência pessoal não vira regra da casa.
Tudo é escrito. Há um voto base, comum a todos (cuidado, verdade, proteger a beleza da vida do outro), e as cláusulas de cada união, inclusive o que é traição para aquelas pessoas. Ficam no livro da casa, são lidas em voz alta no rito e assinadas.
Antes, a Zeladora, com um arlequim presente, faz as perguntas difíceis. Quem decide é quem se casa.