Tarot
Esta página é só uma prévia. Tudo aqui ainda vai mudar.
O Tarot é o coração da Casa Muda: mapa das forças que a habitam, norte de tudo o que se cria nela. São 60 cartas, cinco tipos de doze: Entidades, Locais, Objetos, Energias e Eventos. Cada carta terá sua pintura e sua música.
Oriferrum
Mineral de Campos das Minas que, antes da Grande Invasão, se chamava Itaobi. Atravessa todo o Tarot. Leia a história completa na carta do Oriferrum.
Entidades
Repertório de comportamento: forças que qualquer pessoa acessa, conforme o contexto. Não são identidades fixas: são estados que se habitam por um tempo. Qualquer pessoa pode entrar em qualquer uma, inclusive no Automato.
Organizam-se em seis eixos; em cada um, duas formas da mesma força. Em cada par, uma presença é síncrona e a outra, mecânica; invertida, toda carta vai para o lugar mecânico. A diferença está nos Fundamentos.
As oposições existem para proteger a Diva: o Rancor enfrenta o Malandro, a Zeladora enfrenta a Madame, o Insurgente enfrenta o Cabeça Branca.
- Com marca de nascença: Cabeça Branca e Insurgente. Marca material torna a posição mais provável, não fixa.
- Memória: Preto Velho e Matriarca, âncoras da história. Espelhos, não opostos.
- À parte: Diva. Surge de qualquer entidade, menos do Automato, mas não é aquela entidade: é outra coisa.
Cores:
- Verde: raiz e resistência
- Vermelho: potência e performance
- Verde e vermelho: ponte entre mundos
- Azul: o que não precisa estar na Casa para a Casa funcionar. Seduz: a Madame pela estética, o Cabeça Branca pelo dinheiro. O Malandro não seduz por nada, e mesmo assim há quem se sinta seduzido por ele.
Desejo
Querer ser entendida, querer ser vista.
Verde e vermelho · comportamental · síncrona
A Zeladora
Trabalha duro, cria condições para os outros florescerem, domina a técnica.
Azul · comportamental · mecânica
A Madame
Figura do melodrama. Acredita que sensualidade basta, e está presa nessa crença.
Sobrevivência
Reflexo e tática.
Os Arlequins
Dois métodos de verdade: declaração seca e riso. Discordam do método, às vezes da própria verdade, e nenhum dos dois tem a última palavra.
Verde e vermelho · comportamental · mecânica
O Sério
Materialista fatalista. Verdade seca, sem escape.
Verde e vermelho · comportamental · síncrona
O Debochado
Absurdista. Mostra o ridículo das coisas pelo riso.
Entrega
Duas formas de entrega total: intensificar o humano ou apagá-lo. Não invertem: cada uma já é a inversão da outra.
Classe
Resistência e extração. Marca de nascença torna a posição provável, não fixa.
Azul · marca de nascença · mecânica
O Cabeça Branca
Força coletiva. Invasores do século XVII e seus herdeiros diretos.
Verde · marca de nascença · síncrona
O Insurgente
Massa, não indivíduo: absorver essa energia é deixar de ser uma pessoa para ser muitas.
Memória
Mesmo sofrimento histórico, respostas diferentes diante dos jovens.
Verde · memória · mecânica
A Matriarca
Nunca soube que podia ser Diva, porque nunca teve a possibilidade de saber.
Locais
Ouro Preto em forma de carta.
Pontos Finais
A Casa Muda
Ponto de chegada e de origem. Sem ela o sistema não existe. Invertida, esquece que está dentro do mapa, se vê como centro e vira altar.
A Mina Antiga
O que ficou. Memória do custo em carne. Só existe enquanto alguém lembra.
O Museu
Onde as coisas vão para ser preservadas e parar de viver. Zona de Morte com endereço.
A Montanha
O Itacolomi. Guiou a Grande Invasão; hoje é aonde se vai buscar silêncio.
Passagens
A Mina Nova
Mineração a céu aberto. Entra-se de um jeito, sai-se contaminado.
O Boteco
Ninguém mora no boteco. Processa e devolve diferente.
A República
Recebe leva após leva; cada uma sai transformada.
A Ladeira
Sempre subindo ou descendo. Esforço embutido no trajeto.
Encruzilhadas
A Igreja
Erguida com Oriferrum escravizado. Fé genuína sobre violência histórica.
A Praça
Democrática por uso, não por escolha.
A Academia
Conhecimento que liberta e exclui no mesmo espaço.
O Galpão
Espaço que a arte tomou antes que outra coisa chegasse.
Objetos
Revelam quem os toca. Não fazem nada sozinhos.
O Oriferrum
Mineral inerte. Tinta ritual, commodity colonial, amuleto falso, droga, pó no pulmão. Espelho em branco.
O Microfone
Poder da voz em forma física. Cabeça Branca pega e faz política. Madame vende amuleto com carisma. Sério fala a verdade que ninguém quer ouvir. Zeladora passa adiante.
Os próximos objetos serão revelados ao longo do caminho, um de cada vez.
Energias
Estados que atravessam qualquer carta. Não pertencem a nenhuma entidade.
A Tensão
Campo entre desejo e emanação. Música só acontece nesse espaço: corrente que surge quando dois campos opostos estão perto o bastante para se afetar sem se dissolver. Desinverte: puxa de volta do mecânico pelo contato com o oposto. Mas também tira da Afinação.
A Inversão
Oriferrum usado como extração, agindo sobre o que deveria estar livre. Carta invertida vai para o lugar mecânico. Acontece com qualquer força, menos Diva e Automato, que já são a inversão uma do outro.
A Afinação
Estado de estar em sincronia. Espelho da Inversão. Com todos afinados, ninguém se inverte, seja a entidade síncrona ou mecânica. Música e Beija-Flor podem causá-la, o Beija-Flor só por um instante. Até o Oriferrum, quando não é extração, pode levar a ela: Itaobi era tinta de rito.
A Aleatoriedade
Força que aparece sem ser chamada, sem memória nem linguagem. Não se controla nem se performa. Não é arquétipo que se habita: é irrupção que acontece.
As próximas energias se revelam na experiência, conforme chegam.
Eventos
A Música
Quando para de ser apresentação e vira presença. Pode causar Afinação, e também Inversão. Único evento sem antagonista.
O Coro
Vozes juntas sem hierarquia, ajustando o ritmo umas às outras. Invertido: as vozes continuam juntas, mas param de se ouvir.
O Beija-Flor
Paralisa o tempo. Acontece sem ser convocado. É o estalo: no meio da música, algo estala e se volta. Estado parecido com o Beija-Flor não garante a Diva: ele é instante, ela é eterna até deixar de ser.
A Invasão
Não é passado. É padrão que se repete.
Os próximos eventos serão revelados conforme acontecerem.