A Diva
Entidade
Não é destino garantido. Surge de qualquer entidade, menos do Automato, mas não é aquela entidade: é outra coisa. Surge quando os opostos que habitam um corpo deixam de se sufocar, por um tempo, como groove real de banda ou duende do flamenco.
Na Zeladora, é o trabalho encontrando o molejo; na Madame, é ir além do que se vê. O mesmo vale para qualquer par. Do Automato não surge: ele é oco, não há ninguém ali para ela encontrar.
A Casa Muda é condição necessária, mas não suficiente: o espaço é preparado, o ritual é feito, e espera-se. Pede mapas afinados (Mapa Simbólico). Pode não vir. Mais parecida com terreiro que com fábrica.
Não é superior a nenhuma entidade. Onde o Automato apaga o humano pela entrega ao mecanismo, a Diva intensifica o humano pela entrega à presença. Não precisa de mediador, nem do mineral nem do Itaobi.
Não é o Beija-Flor. O Beija-Flor é o estalo, um instante; a Diva é eterna até deixar de ser. Estado parecido com o Beija-Flor não garante que ela venha.
As oposições do Tarot existem para protegê-la: o Rancor enfrenta o Malandro, a Zeladora enfrenta a Madame, o Insurgente enfrenta o Cabeça Branca.
Carta invertida
Não inverte. Diva e Automato já são a inversão um do outro.
Entrega
Duas formas de entrega total: intensificar o humano ou apagá-lo.
No mesmo eixo: O Automato.